Mindfulness no Cotidiano: A distinção entre Prática Formal e Informal.

Ao iniciar os estudos sobre Mindfulness, é comum nos depararmos com uma barreira inicial: a ideia de que meditar exige um isolamento total do mundo.

Muitos de nós acreditam que, para alcançar um estado de clareza mental, é necessário retirar-se para um local silencioso e permanecer imóvel por longos períodos. Em uma rotina moderna e acelerada, essa exigência pode parecer inalcançável.

No entanto, ao aprofundar meu entendimento sobre o método, compreendi um conceito fundamental que torna o Mindfulness acessível: a distinção entre Prática Formal e Prática Informal.

Essa diferenciação é essencial para quem busca não apenas momentos isolados de paz, mas uma vida mais consciente.

O Cenário Atual: A Necessidade de Pausa

Antes de explicar as técnicas, é importante contextualizar por que elas são necessárias. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que o Brasil convive com taxas elevadíssimas de ansiedade.

Vivemos em um ritmo onde a sensação de “ficar para trás” nos empurra para uma aceleração constante. Nesse cenário, o Mindfulness deixa de ser apenas uma técnica de relaxamento e passa a ser uma ferramenta de saúde mental, com benefícios comprovados cientificamente, como a melhora do foco, da concentração e a redução da pressão arterial e do estresse.

Mas como aplicar isso se não temos tempo? É aqui que entram as duas modalidades da prática.

1. A Prática Formal (O Treino)

Delibera-se como meditação formal o ato intencional de parar. É o momento de voltar-se para dentro, para o seu próprio centro, direcionando o foco e a atenção para o momento presente.

Geralmente, utiliza-se a respiração consciente como ferramenta âncora para observar sentimentos e sensações.

  • Características: Exige um tempo determinado, um espaço onde você se sinta confortável e, preferencialmente, silêncio.
  • O Objetivo: Criar disciplina e fortalecer a “musculatura” da atenção. É como ir à academia: você dedica aquele tempo específico para treinar o cérebro.

2. A Prática Informal (O Jogo)

É aqui que a transformação acontece na rotina. Quando a prática formal já está estabelecida — ou mesmo enquanto tentamos estabelecê-la —, podemos aplicar a Atenção Plena nas atividades que já realizamos.

A prática informal consiste em sair do “piloto automático” durante tarefas cotidianas, como comer, caminhar, estar no trânsito ou aguardar em uma fila.

  • Como funciona: Ao invés de deixar a mente divagar sobre o passado ou o futuro enquanto realiza uma tarefa, você traz a atenção total para a experiência imediata.
  • Exemplo Prático: Ao se alimentar (Mindful Eating), observa-se a textura e o sabor, sem pressa. Ao caminhar, nota-se o contato dos pés com o chão.

A Importância da Integração

Percebi que favorecer pequenos momentos de apreciação é fundamental para exercitar um “olhar de principiante” sobre a vida.

Quando realizamos esses exercícios, promovemos uma maior oxigenação cerebral, o que melhora o desempenho cognitivo e emocional. Isso impacta diretamente nossa relação com o trabalho e os estudos, permitindo que as decisões sejam tomadas com mais clareza e menos reatividade.

Conclusão

O Mindfulness não exige que mudemos nossa rotina inteira, mas sim a maneira como nos relacionamos com ela.

Se a prática formal (sentar para meditar) ainda parece difícil para sua agenda, o convite é começar pela informal. Experimente trazer consciência plena para uma única atividade do seu dia hoje. Essa simples mudança de atitude é o primeiro passo para sair do automatismo e retomar o controle da própria atenção.

Se você sente o chamado…

… para trazer essa prática de observação e silêncio para o seu cotidiano na cidade, convido você a conhecer o Programa Âmago. É onde compartilhamos a técnica que nos ajuda a manter essa conexão viva.

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