Afinal, Mindfulness é religião, ciência ou terapia? O que descobri na minha prática.
Quando ouvi falar de Mindfulness pela primeira vez, confesso que fiquei com uma “pulga atrás da orelha”.
Eu via aquelas imagens de estátuas zen e me perguntava: “Será que para praticar isso eu preciso virar budista? Ou será que é apenas uma técnica médica fria para reduzir estresse?”.
Eu sentia que precisava de algo para acalmar minha ansiedade, mas não queria abrir mão das minhas crenças pessoais, nem queria algo que fosse puramente mecânico.
Foi estudando e conhecendo a história do método que essa névoa se dissipou. Descobri que Mindfulness não é “ou isso ou aquilo”. Ele é, na verdade, uma ponte.
O lado da Ciência (O “Remédio” sem Bula)
Minha primeira surpresa foi descobrir que essa prática saiu dos monastérios e entrou nos hospitais há mais de 40 anos.
Aprendi sobre Jon Kabat-Zinn, um médico que, em 1979, teve a coragem de levar a meditação para dentro da Universidade de Massachusetts. Ele criou o MBSR (Redução de Estresse Baseado em Mindfulness) e provou com números e exames que parar para respirar com atenção plena muda a química do nosso cérebro, reduz a dor crônica e diminui a ansiedade.
Isso me deu segurança. Saber que existe neurociência por trás do que eu estava sentindo no “tapetinho” fez toda a diferença.
O lado do Sagrado (Sem precisar de rótulos)
Mas, à medida que eu praticava, percebi que não era só ciência.
Sabe aquele momento em que você vê um pôr do sol e, por alguns segundos, esquece dos problemas e se sente conectado com algo maior? Mindfulness me ensinou a acessar esse estado lavando a louça ou caminhando no parque.
Descobri que a Atenção Plena é universal.
- No Cristianismo, ela se parece com a oração contemplativa.
- No Islamismo Sufista, lembra o Zikr.
- Para quem não tem religião, é uma conexão profunda com a própria vida.
A prática não exige que você mude sua fé. Pelo contrário, ela parece aprofundar o que você já acredita, porque te ensina a estar presente de verdade, com reverência ao momento.
A minha conclusão de estudante
Hoje, entendo que Mindfulness é uma técnica laica (neutra), mas com uma alma profunda.
Ele funciona como uma terapia complementar para minha ansiedade, validada pela medicina, mas também nutre meu espírito de uma forma que eu não esperava.
É uma “revolução silenciosa”. Não precisamos escolher entre ciência e espiritualidade. Podemos ter os dois. O templo sagrado pode ser, simplesmente, o aqui e o agora.
Se você tem esse mesmo receio que eu tinha, meu convite é: experimente como uma ferramenta. Você vai perceber que a atenção plena não compete com suas crenças; ela apenas te acorda para vivê-las (e viver a sua vida) com muito mais intensidade.







Gratidão! É importante reconhecer outras fontes desse estudo tão lindo.