3 Mitos sobre Mindfulness que te impedem de ter paz mental (O #2 é o mais comum)

3 Mitos sobre Mindfulness que te impedem de ter paz mental (O #2 é o mais comum)

O Mindfulness, ou Atenção Plena, conquistou o Ocidente como uma ferramenta poderosa para combater o estresse e aumentar o foco. Contudo, a popularização dessa prática levou ao surgimento de diversos mitos que, em vez de nos ajudar, acabam nos paralisando e impedindo que alcancemos a tão desejada paz mental.

Vamos desmistificar os três equívocos mais comuns sobre o Mindfulness para que você possa incorporá-lo em sua vida de forma leve e eficaz.

Mito 1: “Para meditar, preciso esvaziar a mente”

Este é, talvez, o mito mais frustrante para quem está começando. A ideia de que é preciso silenciar ou “esvaziar a mente” completamente é um grande erro. Na verdade, tentar suprimir ou lutar contra os pensamentos é um combate violento contra um oponente muito hábil, e muitas vezes torna a prática insuportável.

A mente tem uma natureza inerente a se movimentar, sendo frequentemente comparada a um macaco hiperativo, sempre ocupado com o passado ou planejando o futuro. A prática de Mindfulness não exige que você “desligue a mente”. Pelo contrário, ela é um treinamento de atenção plena que busca a autorregulação do foco.

Ao meditar, você aprende a simplesmente observar os pensamentos e sentimentos “como se fosse um observador distante, sem julgá-los ou controlá-los”. Se a mente divagar — e ela certamente irá —, o exercício consiste em reconhecer gentilmente a distração e retornar o foco para o presente, como a respiração. A consciência, nesse processo, observa o fluxo mental, permitindo que os pensamentos passem sem se deixar enredar por eles.

Mito 2: “Preciso ser budista ou religioso para praticar”

Este mito é o mais comum e um dos maiores responsáveis por afastar as pessoas da prática. Embora o Mindfulness tenha raízes profundas nas tradições contemplativas do Oriente, como o budismo e, mais especificamente, na palavra páli Sati (atenção plena), o conceito contemporâneo é totalmente secular, científico e não sectário.

A meditação da Atenção Plena é um método de treinamento mental. Jon Kabat-Zinn, o responsável pela popularização da prática no Ocidente através do Programa de Redução de Estresse Baseado em Mindfulness (MBSR) no final da década de 1970, estruturou a técnica de forma padronizada, permitindo que ela fosse adotada na medicina e na psicologia em uma linguagem laica.

O destaque do Mindfulness está amplamente amparado na ciência, com estudos de neurociência que demonstram seus benefícios no cérebro, como a ativação do córtex pré-frontal (ligado ao raciocínio e à tomada de decisões). Portanto, o Mindfulness é uma qualidade inata da mente humana, que pode ser desenvolvida independentemente de sua etnia, religião ou cultura.

Mito 3: “Preciso de 1 hora por dia para ter resultados”

A rotina frenética da vida moderna nos faz pensar que precisamos de um longo bloco de tempo para meditar, como os 30 ou 60 minutos idealmente sugeridos em programas estruturados, mas isso não é verdade.

O fator mais importante para obter os benefícios do Mindfulness não é a duração da sessão, e sim a consistência e a regularidade. Cinco ou dez minutos por dia podem ser mais benéficos do que duas horas praticadas uma vez por mês.

Para pessoas muito ocupadas, a solução está nas “micromeditações”. Trata-se de práticas curtas, de apenas um a três minutos, que podem ser realizadas várias vezes ao dia, servindo como uma interrupção consciente para evitar que você caia no piloto automático.

A prática informal, ou “Mindfulness em ação,” é a chave para incorporar a atenção plena ao dia a dia. Você pode usar momentos cotidianos, como escovar os dentes, tomar banho ou beber uma xícara de café, para se concentrar totalmente nas sensações. Além disso, a Meditação do Espaço de Respiração de Três Minutos é uma “minimeditação” que funciona como uma ponte entre as práticas formais mais longas e as exigências da vida diária, ajudando a dissolver padrões de pensamento negativos antes que eles assumam o controle.

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O Programa de 8 Semanas Mindfulness ou Atenção Plena – Âmago é um material autoral voltado para redescobrir o prazer de estar presente. Ele foca no desenvolvimento da autonomia, trabalhando premissas como o não julgamento e a aceitação de que a jornada é cíclica e impermanente. O programa busca promover a autoconfiança para que o aluno possa vivenciar a naturalidade e facilidade do Mindfulness.

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Bibliografia

  • Demarzo, Marcelo; Garcia-Campayo, Javier. Mindfulness Aplicado à Saúde (2017).
  • Gonzalez, Maria. Mindfulness para pessoas ocupadas demais para meditar (Publicado em 2014).
  • Motarelli, João. Mindfulness Manual para Iniciantes (sem data de publicação).
  • Ramalho, Amy. Âmago: Programa de 8 Semanas Mindfulness ou Atenção Plena (2ª Edição).
  • Vandenberghe, Luc; Sousa, Ana Carolina Aquino de. Mindfulness nas Terapias Cognitivas e Comportamentais (2006).
  • Williams, Mark; Penman, Danny. Atenção Plena: Como encontrar a paz em um mundo frenético (2011).
  • Vários Autores. Dossiê Superinteressante – meditação (2017).
  • Vários Autores. Coleção Harvard: O mindfulness pode literalmente mudar o seu cérebro (2015).
  • Bays, Jan Chozen. Como domar um elefante (sem data de publicação).
  • Kabat-Zinn, J. (Definição citada em várias fontes).
  • Diversas Fontes. Apostila Eu S.O.U. (sem data de publicação).

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